
Durante anos, o percurso de muitos quadros superiores técnicos foi relativamente linear: especialização, aumento de complexidade técnica, reconhecimento interno e progressão salarial. Contudo, cada vez mais profissionais altamente qualificados chegam a um ponto de saturação. Já dominam a sua área e são uma referência técnica dentro da estrutura organizacional onde se encontram inseridos, mas não raras vezes são nesta fase confrontados com uma importante questão: será isto para sempre?
O desejo de assumir funções de gestão surge, muitas vezes, pela procura de impacto, influência e a possibilidade de tomar decisões estratégicas nas organizações. Isto porque em muitas realidades empresariais, a progressão está associada à gestão e mesmo que existam carreiras técnicas paralelas, a liderança continua a ser vista como o verdadeiro patamar de poder e de decisão.
Graças a isso, deparamo-nos, por vezes com uma certa ilusão dentro das organizações: a de que um excelente técnico será, necessariamente, um bom gestor. No entanto, o que a experiência nos mostra é que a transição de técnico para gestor poderá ser uma das mudanças mais complexas dentro de uma carreira profissional.
Enquanto um especialista técnico é valorizado pelo seu conhecimento profundo na área, bem como pela autonomia e rigor técnico, o gestor é avaliado pela capacidade de influência, pela tomada de decisão sob contexto de incerteza, pelo desenvolvimento de pessoas e pela visão estratégica. Perante competências distintas, pode ocorrer o erro de assumir que o desempenho técnico elevado é um preditor automático de uma eficaz capacidade de liderança.
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