
Muitas vezes, o problema não está na falta de talento no mercado, mas na forma como a vaga é desenhada e comunicada.
Quem trabalha na área do recrutamento provavelmente já ouviu uma expressão usada de forma muito descontraída, mas que traduz um desafio muito real: “o candidato unicórnio”. Falamos daquele candidato que reúne todas as competências técnicas, vários anos de experiência, inúmeras certificações e especializações, domínio de mais do que uma língua e de várias ferramentas, ótimas competências comportamentais, disponibilidade para começar em breve e, como cereja no topo do bolo, uma expetativa salarial alinhada com o orçamento estabelecido.
Mas, será que o unicórnio existe? Sim! Mas talvez não como imaginamos…
A evolução do mercado de trabalho trouxe consigo uma mudança no equilíbrio entre a oferta e a procura de profissionais. Atualmente, os profissionais estão mais qualificados, mais informados, têm acesso a mais oportunidades e, consequentemente, maior capacidade de escolha.
Neste contexto, torna-se necessário repensar a forma como as empresas definem as suas necessidades e conduzem os processos de recrutamento. Apesar de existir sempre um “perfil ideal” para as empresas, é fundamental existir flexibilidade. Uma lista interminável de requisitos obrigatórios pode rapidamente tornar-se um problema, podendo resultar neste cenário: vagas abertas há mais de 60 dias, análise de 80 currículos, 8 entrevistas e, no final, nenhum candidato selecionado.
O motivo deste impasse? A falta de experiência no primeiro candidato, a falta de formação no segundo, a indisponibilidade no terceiro… E assim passam meses de recrutamento sem qualquer sinal do “candidato perfeito”.
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