
Durante décadas, o recrutamento no setor da academia e do ensino superior foi visto de forma unidimensional, focado quase exclusivamente no prestígio individual do corpo docente e investigador, mas esse paradigma mudou drasticamente. Na atual economia do conhecimento, uma instituição de ensino superior ou um centro de investigação de excelência funcionam como uma organização complexa e globalizada, onde a produção de ciência de impacto depende de um ecossistema perfeitamente oleado. Já não basta ter os melhores cientistas; é crítico ter as melhores equipas a sustentar, gerir e potenciar a sua atividade.
Nesta nova etapa, a academia deve ser compreendida como um ecossistema integral. Se é verdade que Portugal vive um momento de reforço histórico das carreiras de investigação — exemplificado pelo programa FCT-Tenure, que prevê a estabilização de cerca de 1.700 investigadores com um investimento superior a 190 milhões de euros — é igualmente verdade que este crescimento só é sustentável se for acompanhado por uma profissionalização profunda das estruturas de suporte.
Hoje, recrutar para a academia significa encontrar perfis para posições core, mas também para funções críticas de gestão de ciência: especialistas em transferência de tecnologia que transformam patentes em valor de mercado, gestores de projeto que dominam a complexidade dos fundos europeus e profissionais de marketing e admissões capazes de atrair alunos num mercado global ultracompetitivo.
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